quarta-feira, 28 de abril de 2010

notícia recente - sobre a diluição da responsabilidade moral

"Homem morre no meio da rua, perante a indiferença de quem passa

Foi esfaqueado ao tentar socorrer uma vítima de assalto. Esvaiu-se em sangue e nenhuma das 25 pessoas que passou por ele parou sequer para o ajudar. Houve, pelo contrário, quem lhe fotografasse a agonia 

Um cidadão nova-iorquino foi esfaqueado quando tentou socorrer uma mulher assaltada na rua. Ficou estendido no meio do chão, a esvair-se em sangue, enquanto várias pessoas passaram ao lado dele, sem sequer tentarem socorrê-lo. Quando finalmente chegou o socorro já era tarde demais.
O «New Iorque Post» conta a história do bom samaritano morto na rua quando tentava socorrer uma mulher. As imagens de videovigilância da rua gravaram tudo e mostram a mulher seguida pelo assaltante, que logo depois se põe em fuga, seguido pelo homem que ao tentar impedir o assalto é esfaqueado e acaba por tombar no passeio a esvair-se em sangue.
Durante mais de uma hora, várias pessoas passam ao lado do ferido. Se umas nada fazem, um transeunte ainda chega a tirar uma foto com o telemóvel.
Um outro abana a vítima, mas quando finalmente os bombeiros aparecem, já nada há a fazer. O homem, um guatemalteco de 31 anos, está morto. A agonia de Hugo Alfredo foi testemunhada por 25 pessoas que passaram ao largo.
Mas as mesmas câmaras que captaram o sofrimento do homem captaram também imagens do agressor. É deste homem que a polícia de Nova Iorque anda à procura."

Fonte:
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/nova-iorque-rua-morto-assalto-esfaqueado-tvi24/1158296-4073.html

quarta-feira, 21 de abril de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

artigo recente: monogamia e inteligência

Fui buscar este artigo a este site brasileiro mas dá para ficar com uma ideia (se alguém estiver interessado no artigo original, avise)...

Estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo
Psicólogo diz que homens que não traem as parceiras são mais inteligentes e 'evoluídos'.

Homens que traem as esposas e namoradas tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes, segundo um estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quarterly.

De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, “homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes”.

Kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos.

Ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto.

De acordo com o estudo, o ateísmo e o liberalismo político também são características de homens mais inteligentes.

Evolução

Kanazawa foi mais longe e disse que outra conclusão do estudo é que o comportamento "fiel" do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie.

Sua teoria é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram “relativamente polígamos”, e que isso está mudando.

Para Kanazawa, assumir uma relação de exclusividade sexual ter-se-ia tornado então uma “novidade evolucionária” e pessoas mais inteligentes estariam mais inclinadas a adoptar novas práticas em termos evolucionários – ou seja, a tornar-se “mais evoluídas”.

Para o autor, isso deve-se ao facto de as pessoas mais inteligentes serem mais “abertas” a novas ideias e questionarem mais os dogmas.

Mas segundo Kanazawa, a exclusividade sexual não significa maior QI entre as mulheres, já que elas sempre foram relativamente monogâmicas e isso não representaria uma evolução.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

notícia do i cérebro e pedofilia

Tirei esta notícia do jornal i. Tem todo o interesse e refere-se a algumas coisas de que já falámos nas aulas.

 



Como pensa um pedófilo? O que vai na cabeça de 13 agressores sexuais

Investigadores portugueses concluíram que o cérebro dos pedófilos funciona de forma diferente


John Phillips, da banda Mamas and the Papas teve relações incestuosas com a filha menor


O cérebro de um pedófilo não é diferente dos demais, mas a maneira como as várias regiões comunicam entre si apresenta algumas singularidades. A conclusão é de um estudo de um grupo de investigadores portugueses, terminado há pouco mais de duas semanas.


Em Janeiro deste ano, Luís Maia, professor na Universidade da Beira Interior (UBI) e doutorado em Neuropsicologia clínica, juntou-se a cinco inspectores da Polícia Judiciária (PJ). Deu-lhes formação e, meses depois, estavam a estudar o cérebro de 13 pedófilos, detidos no Estabelecimento Prisional da Guarda.

Depois de meses a fio passados em entrevistas pessoais com reclusos, testes neuropsicológicos e exames imagiológicos, os investigadores concluíram que, do ponto de vista neurológico, o cérebro dos pedófilos não é diferente do das pessoas ditas saudáveis. No entanto, existem alterações do ponto de vista funcional, especialmente nas zonas pré--frontais do cérebro, que se mostram deficitárias. Trocando por miúdos: a cabeça de um homem que abusa sexualmente de crianças é igual a todas as outras e não apresenta alterações físicas, mas a maneira como as várias zonas do cérebro comunicam entre si é diferente. "Em especial na zona pré-frontal", explica Luís Maia, professor, neuropsicólogo e orientador da tese "Estudos de casos de pedófilos portugueses à luz da neuro- psicologia".

A actividade pré-frontal do cérebro - que, no caso dos pedófilos, é deficitária - está ligada à regulação emocional. As emoções e os impulsos irracionais partem do sistema límbico e são travados na zona pré-frontal - responsável pela adequação do indivíduo às normas sociais.

"É a zona do cérebro que tradicionalmente é identificada como crucial na aprendizagem moral", explica o investigador. Ou seja, nos pedófilos a emoção predomina sobre a razão.

Os testes feitos aos reclusos não só mostraram alterações nessa zona como revelaram dificuldades na tomada de decisões e no raciocínio social. "Têm um transtorno de personalidade anti-social e um transtorno da atenção e apresentam um quadro de ansiedade e disfunções ao nível do comportamento social", explica Luís Maia.

Como pensa um pedófilo? Os pedófilos são, em regra, hiperactivos ("parecem ter uma energia ilimitada e que é direccionada de forma desorganizada"), não têm qualquer capacidade de planeamento e sofrem de perseveração ("repetição continuada e persistente de uma ideia ou objectivo") no momento de atingir os seus fins. "Têm um perfil impulsivo, dificuldade em prever as consequências dos seus actos, em perceber que é preciso respeitar o outro", explica Luís Maia. A percepção que os pedófilos têm do "outro" é a de mero objecto de satisfação. "E não pensam nas consequências que os seus desejos podem ter nos outros e em si próprios", acrescenta o investigador. Além disso, são maioritariamente homens e anti-sociais, que "vêm o outro como alguém distante".

As alterações na região pré-frontal do cérebro podem conduzir a dois tipos de comportamento diferentes. Ou se cai na pseudodepressão, em que há um quadro de apatia, carência de impulsos, indiferença, falta de motivação e redução da fala. Ou se sofre de pseudopsicopatia, com grande desinibição sexual, agitação, impulsividade, irritabilidade e alteração do juízo social. "Os pedófilos, à semelhança dos psicopatas, inserem-se neste último grupo", explica o investigador.

No estabelecimento prisional da Guarda há 14 detidos por abusos sexuais. "Tínhamos algum receio na abordagem, porque sabíamos que os agressores sexuais, dentro das prisões, vivem à margem dos outros reclusos, que os põem de parte", admite Luís Maia. No entanto, 13 deles - quase todos entre os 30 e os 40 anos - aceitaram participar no estudo, que é, desde logo, inovador "ao cruzar dados neuropsicológicos com dados imagiológicos". Mas a investigação teve outra particularidade: "É a primeira vez que um grupo de reclusos sai da prisão para participar numa investigação científica e para fazer exames em clínicas privadas", sublinha Luís Maia. A primeira fase do estudo decorreu atrás das grades. Os 13 reclusos foram submetidos a inquéritos neuropsicológicos, que procuraram testar o cálculo mental, a capacidade de leitura, a atenção, a memória e a concentração. "Sempre na perspectiva de resolução de problemas, para estudar o lobo pré-frontal", explica o orientador da tese.

Depois de aplicados os questionários - tarefa que coube aos inspectores da PJ, a segunda fase decorreu num centro de imagiologia, em que os reclusos foram submetidos a uma ressonância magnética ao crânio, "para perceber se apresentavam alguma deficiência neurológica passível de ser associada aos comportamentos que tiveram".

falta de atenção e concentração "Se se pedir a um pedófilo que se levante da cadeira com uma folha A4 na mão e a ponha dobrada em cima de uma mesa, ele não se limita a dobrá-la ao meio; dobra-a até não conseguir dobrá-la mais", exemplifica Luís Maia, para ilustrar a forma de pensar de um agressor sexual de crianças. O que acontece - e os testes demonstraram-no - é que o pedófilo "não consegue planificar as actividades que lhe são propostas e centra-se apenas no objectivo final, perdendo-se a meio", explica. Além disso, o investigador acredita que os problemas de atenção e de concentração detectados durante a resolução dos problemas "podem ser um preditor de potenciais agressores sexuais". Nos testes a que foram submetidos, os reclusos mostraram dificuldade em exercícios como a nomeação de palavras e em questões de memória, atenção e controlo da impulsividade. "Não planearam as actividades antes de as iniciarem e mostraram perda de iniciativa em alguns dos exercícios."

Como nasce um pedófilo Segundo a American Psychiatry Association, a pedofilia é uma parafilia (uma anomalia ou perversão da sexualidade). Portanto, considera Luís Maia, "é uma doença mental". Mas como nasce um pedófilo? Neste campo os investigadores divergem, mas há aspectos considerados determinantes em todos os estudos. "Se um indivíduo tiver uma propensão maior para a agressividade, para a maior sexualidade e apresentar traços personalistas, tem maior tendência", explica Luís Maia.

A estas predisposições junta-se a edução. "A maioria dos pedófilos teve uma educação demasiado rígida ou, pelo contrário, demasiado anárquica em termos de regras." Quanto à crença de que quem foi vítima se torna autor de abusos, Luís Maia acredita tratar-se de um mito. "Pode acontecer, mas ter sido vítima de abusos não é um passaporte garantido para se vir a ser autor de abusos", defende.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

diferenças entre Gardner e Thurstone

(p.165)

Para Gardner, cada inteligência é, por si só, uma inteligência completa e separada.

Para Thurstone, as aptidões primárias que constituem a inteligência são partes de uma mesma inteligência, e independentes na medida em que se aplicam a conteúdos distintos.

teoria do factor G - Spearman

Todo o comportamento inteligente tem por base um único factor geral.

Se soubermos que um indivíduo atinge desempenhos elevados numa tarefa que exija um alto grau de factor G, então poderemos predizer níveis semelhantes de desempenho noutra tarefa que também exija em alto grau este factor.



G era uma espécie de energia constante e inata, por oposição aos s que seriam educáveis e treináveis.

fases da desvinculação

1. Protesto:
Esta fase começa logo após a separação e prolonga-se por um período que pode ir de algumas horas até uma semana.
A criança manifesta com intensidade a sua ansiedade pela partida da figura de vinculação e utiliza todos os recursos e estratégias ao seu alcance para recuperar a figura materna.

COMPORTAMENTOS: chora, rejeita ajuda exterior e escuta atentamente todos os indícios que possam significar o regresso da figura de vinculação


2. Desespero:
A criança perde pouco a pouco a esperança de reencontrar a figura de vinculação.

COMPORTAMENTOS: o choro torna-se monótono e intermitente; a criança isola-se e torna-se inactiva.



3. Desvinculação:
Pouco a pouco a criança começa a aceitar a ajuda dos outros e a relacionar-se socialmente.

COMPORTAMENTOS: quando confrontada com o regresso da mãe, a criança não manifesta qualquer dos comportamentos representativos da vinculação; reage como se a maternidade (ou mesmo o contacto humano em geral) não tivesse qualquer sentido para ela.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

para pensar, agora que é Natal

Só porque acho que devemos parar um bocadinho para olhar à volta, em vez de andarmos consumidos com as lâmpadas e os Pais-Natal-anões-pendurados-nas-janelas!


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

palavras novas

Para quem, aparentemente, aprendeu hoje uma nova palavra e que nunca tinha ouvido antes (tadinhos), aqui fica:

Jocoso: adj. Que provoca o riso; divertido; alegre.

fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Já agora, aproveitem este dicionário, é bom e funciona bem!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

fontes de influência


Como já dissemos, as atitudes resultam de uma aprendizagem. Começamos a formar atitudes desde a mais tenra infância mediante a nossa experiência directa e também mediante a observação do comportamento dos outros.
Muitas das nossas atitudes formam-se devido ao papel das seguintes fontes de influência:

a) Os pais: a influência parental é, compreensivelmente, a mais importante fonte de atitudes, sobretudo nos primeiros anos de vida.

b) Os grupos de pares: a influência paternal torna-se progressivamente menos determinante. É importante a influência dos pares – dos amigos de aproximadamente a mesma ida¬de. Esta influência que, no nosso tempo, se faz sentir cada vez mais cedo, sobretudo em meios urbanos, vai assumindo cada vez mais peso, tornando-se muito importante na fase da adolescência.

c) A escola e a educação: A escola é uma instituição que transmite conhecimentos, competências e forma atitudes. Pensa-se que quanto maior for o número de anos de educação formal mais liberais e susceptíveis de mudança são as nossas atitudes.

d) Os meios de comunicação de massa: Apesar de haver psicólogos sociais que consideram que os «mass media» consolidam atitudes já estimuladas por outras fontes de influência mais importantes, não podemos deixar de lhes reconhecer um papel formador de atitudes. Bastará pensar, por exemplo, no tempo que as crianças passam em frente ao televisor e que a propaganda publicitária em vários meios é significativamente concentrada nos mais novos. Por outro lado, mais do que formas de consolidação de atitudes que se formaram devido à influência de outros agentes, os «mass-media» são fontes de persuasão, isto é, processos destinados a mudar atitudes.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

materiais

A pedido de alguns mais aplicados...

SNA Simpático

Domina durante os momentos de tensão, e tem como função preparar o corpo para uma emergência, responder a um estímulo do ambiente quando o organismo se encontra ameaçado, excitando e activando os órgãos necessários às respostas.

Exemplos:

Quando esperamos que o dentista broque um dente; ao entrar para um exame (ou durante a realização do mesmo); ao presenciar um acidente de viação…

Manifestações:

O coração bate mais depressa, a pressão sanguínea sobe, a transpiração aumenta, as pupilas dilatam-se…


SNA Parassimpático

Visa reorganizar as actividades desencadeadas pelo SNA Simpático, relaxando as actividades. Relaciona-se directamente com a capacidade de regulação do organismo face às condições ambientais em que se encontra.

Exemplos:

Se o SNA simpático faz com que o ritmo cardíaco acelere, a função do SNA parassimpático é estabilizar esse ritmo e restaurar os níveis de equilíbrio.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

um livrito

Para quem quiser ler (e tiver tempo para o fazer).

Tem o título: O homem que confundiu a sua mulher com um chapéu, insere-se na temática que aí vem e é muito, muito interessante.

Aqui deixo o link.
(atenção, não sou eu quem aloja estas coisas, está disponível na net e aqui apenas disponibilizo um link que encontrei)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

evolução

Já é antigo, mas...


domingo, 14 de junho de 2009

exames

Exames, "eles andam aí", estão à porta e já todos sabemos o quanto podem valer. Espero que vos corram bem e que cada exame seja apenas mais um contributo para a certeza de que irão entrar no curso que escolheram. Agora nada de nervos,
muita calma,
respirar fundo,

mais um esforço e depois vamos de férias, com um sorriso-meio-tolo estampado no rosto!


Ah, e nada de cábulas... Vocês não precisam!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

notas, notas, notas

Não foram muito famosas...
Estão nos emails dos meninos!
Bom fim de semana